terça-feira, 11 de agosto de 2009

ÀS PESSOAS QUE SIMPLESMENTE SÃO FELIZES!


Agora que já temos idade podemos optar pelas coisas boas da vida? Para se viver bem, música!? Mas qual a melhor música do mundo para mim ou para você, ouvir e se ouvir?
A gente vai descobrir, porque numa hora ou outra a gente sempre descobre, desenvolve as percepções, mesmo que alheias.
Uma boa bebida também seria conveniente à alma, seria conveniente à cabeça e o corpo agradeceria. Saber escolher! Mas se não nos preparamos para isto, como chegaremos lá, agora?!
Por essas e outras é que se mostra necessário aguçar os instintos, em época como esta, há de se lutar, mesmo que em silêncio, não importa, por uma vida melhor e dar-lhe uma atenção maior, mesmo que de soslaio, para a sua magnitude, a altivez da vida, e das ações de outros seres e pessoas, mesmo que não se goste disso ou daquilo hoje, mas amanhã quem sabe?! Preste atenção devida e reconsidere aquilo que, mesmo contra a sua óbvia percepção e vontade, lhe pareça digno e bom, que de alguma forma lhe aguçe a curiosidade. Um bom filme, por exemplo, - preste atenção no que diz o mundo -, quantos já tentou assistir?! Quantas vezes já se deu o trabalho de ler ao menos sobre?!
Mas se preferiu assistir apenas filmes superficiais, sem expressão, bobocas até, de ação sem conteúdo, realmente vai ter que pagar por isso. A educação que se adquire ao longo da vida, muitas vezes é uma opção que fazemos e que buscamos ou que simplesmente ignoramos. A gente sempre acaba por pagar por tudo na vida. Se não fizermos por nós, quem poderá fazer?! Quem o fará?! Assim tanto o cinema quanto os livros e até mesmo certas amizades, poderão traçar e decretar a linha tênue que são as nossas escolhas por vias de nossas influências, entre o consistente e o efêmero, e que nos serão de grande valia para o nosso insuspeito e delirante futuro e presente tão igual. Sem que se perceba, você evolui simplesmente, ainda que muitas vezes á pesados custos de tempo e força, basta para isto fazer boas ou más escolhas.
Prazeres e entretenimentos são açucares, muito bom e gostoso, mas cuidado com a diabetes, entende?!


A vida é para ser vivida de todo o modo! E bem melhor que seja divertida, isto é qualidade de vida; contudo isto requer que usufruamos da inteligência, e não a abneguemos, o que é muito importante. Seja como for, o que for, seja o que você for, pois cada um é o que é, sem poder ser o que não é, e sem querer ser pretensioso – longe de mim - devo dizer que tanto a nossa vida quanto o nosso tempo são pedras valiosíssimas para serem somente avaliadas, cuidadas e consideradas no fim. É uma pena que a maturidade demore tanto a chegar, mas também não importa muito, desde que chegue. Contudo, é bom que se saiba, a maturidade sem boas experiências, só nos deixará um pouco mais chatos do que já somos.
É preciso que se descubra e se entenda sobre os prazeres que há na vida. Há prazeres bobos, superficiais, e existem os valiosos, feito pedras preciosas, escondidas, que temos que descobrir. Descobrir que podemos ser felizes deveras, leves, independente de tudo e sempre, sem stress, - a leveza da vida -, mesmo que sem cultura, mesmo que ainda em força bruta, porque não é disso que falo ou critico, apenas pondero sobre a vida, sobre as coisas boas que nela há, que muitas vezes sequer sabemos ou alcançamos, quiçá usufruímos.



Vamos beber um bom vinho? Escutar uma boa música! Bater um bom papo! Mas o que é isso afinal?!

A VIOLÊNCIA É QUE MOVE O MUNDO!






A violência move o mundo
Todas as guerras num segundo
O que vem depois do muro?
Qual o intuito disso tudo?

A violência fomenta multidões
A violência e suas mutações
A história desde do princípio ao fim dos tempos
De Darwin à Cristo, de Cristo ao contemporâneo
Todas as chagas do tormento humano!

A força violenta e bruta de todo ser humano
A violência que germina por todos os cantos

A violência que muda o mundo e transforma
Que move os povos e transcende
Que salva o mundo e mata e depois esquece

A violência que muda de geração em geração
Mas que nunca cessa
A violência que aquece o planeta terra

Suas revoluções, seus carmas e evoluções
Sua involução, sua dispersão
A violenta descoberta até ao Amor desperta
Suas paixões! Suas paixões!

Movimentos de massa
Guerras que nunca passam
Movimentos autênticos de violentas ebulições
A violenta desonestidade de certas ações
A violenta verdade em certas canções

A guerra do próximo século
A guerra do fim do mundo
A guerra que recomeça
A guerra de outros mundos

Não é a paz que fomenta o mundo
Não é o homem o fim de tudo
A violência é que move tudo

A violência do sentimento
A truculência da história
A paixão acesa das palavras
A força que ergue uma casa....
A violência!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

VIDA DE CÃO e o CÃO DE GUARDA !


Foi-se o tempo em que animais domésticos, pássaros silvestres, insetos incomuns, minhocas, faziam de uma hora ou outra, sublime o instante da magia e do encontro e quando este momento costuma a se repetir, mesmo que por acaso, adotamos para nós como mais novo vizinho e em casos mais particular, como nosso amigo ( muito normal com cães e gatos), essas doces e adoráveis criaturinhas de Deus. Mas desta vez tudo mudou.
Todos os dias ele me olha, prostrado quase em frente á minha casa, na rua por onde passo e moro. Ele me olha de soslaio, vazio, fingindo que me ignora, sem emitir um som sequer, e de repente some, vai embora, ressabiado, me olhando de lado, pelos cantos dos olhos de ressaca, examinando tudo à volta, como se fosse um E.T. Noutro dia, num frio danado e ele lá no seu posto, de orelhas murchas porém atentas feito um morcego. Mal protegido da noite e de sua friagem, com os olhos cerrados e vermelhos; teve uma vez que arrisquei um “bom dia/boa noite” e nada, parecia um boneco, um bicho do mato. Ele não se aproxima de ninguém, não confia em ninguém, apenas observa assim como eu, não conversa, não sorri, apenas existe, vegeta, igual a um cacto ou um cogumelo, é triste, sonolento e sagaz, dono de uma animosidade que não dá conta. Magro, franzino, sisudo, escravo de tudo, da vida, da dívida, do que se meteu. Todos os dias ali, de prontidão, feito um cão de guarda, apodrecendo com o tempo precoce dos que não sabem usá-lo melhor. Sempre olhando ao redor, as sombras, os becos, além. Olhando nossas vidas, esquecido de si, atento a tudo, a nós, ou ignorando-nos de fato, não sei, mas firme no cumprimento do dever, da dívida, da sua coragem e medo. Uma vez tive a impressão de vê-lo assustado, reclamando do frio e da fome, quase lhe estendi a mão, mas houve receio, desconfiança, descaso mórbido, desesperança, desespero silencioso do medo do outro. Ele não faz “mal” a ninguém, pelo menos diretamente ou por enquanto, me atrevo a dizer.
Quase 24hs ininterruptas de prontidão e contudo permanece ali valente, integralmente concentrado com suas correntes e algemas invisíveis, sujo e inalcançável, sozinho.
Poderia ser um gato imundo sem casa, um cão sem dono na sua vida de cão, um macaco que fosse, mas não, nada disso. Era apenas um ser, um Zé, um ser humano incrivelmente igual a qualquer um, um menino em outra época, um desalmado nesta, um homem torto, um vapor, barato imagino, sem roupa nem sapatos, quase um indigente, olhando sem aprender, aprendendo mais que todo mundo sobre a dor e a solidão, olhando para gente como se fosse alguém que ele (não) sabe que não é.
Não há respeito nem elos ou princípios, que possa possibilitar algum indício de civilidade ou caminho de volta, ele apenas apareceu ali, está ali, estático, no nada, do nada, como se germinasse do chão de asfalto sem vida, sem pão ou comida, sem destino nem lamentação. Da minha janela o vejo em paranóia constante de uma comportada disciplina ausente de sentido, incomodando a despistar.
Em frente a minha casa agora mora, se hospeda, trabalha , vigia, vive e transpira um traficante! Sutil, reconheço, mas um traficante. Ninguém fala com ele, ele não fala com ninguém, apenas espia, observa e se comunica com alguém distante pelo rádio enorme que carrega à tira colo. Ninguém lhe oferece ajuda ou lhe estende a mão, que talvez ele não queira nem faça questão. Também pudera, o medo e o preconceito são juntos fortalezas intransponíveis, noutros níveis de aceitação.

Os moradores não o temem mais, saindo pela manhã bem cedo, na primeira hora do dia, chuvoso ou calorento, e ele lá aceso, sempre de prontidão. Todos voltando bem tarde do trabalho e ele ainda lá, sempre aceso de prontidão, sem cartão para bater...

É mesmo como um animal talvez, ninguém sabe de onde veio, porque vive, pelo que sonha, se sonha, ninguém sabe se é mesmo bravo, brabo ou manso, se pode, se quer, ou não quer ser ou ter amigos na sua puta solidão de bandido, encalacrada de domínio sujo e escravidão inevitável agora.

Daqui a um tempo provavelmente, poderemos ter notícias do seu sumiço repentino ou simplesmente não quereremos saber e ignorá-lo na poeira da vida, na decadência do mundo ou então odiá-lo como sabemos fazer, odiá-lo de vez por sua crueldade vinda á tona, expostas numa página de jornal ou nas palavras das lendas e boatos ditos e nascidos á todo lado e instante, será a coisa mais fácil do mundo.
Enquanto isso, ficamos ao léu sem saber como poder ajudar, sem ser ajudado; e o Estado ausente como sempre, poderá em algum dia fútil, jamais saber da falta que nos faz, prestando contas de sua incapaz sensibilidade para com seus cidadãos, através de um frio boletim de ocorrência ou se fazer fantasmagoricamente presente, indiferente, pelas manchetes dos jornais.

Só não poderemos jamais saber se é tarde demais para nós...ou para ele.

terça-feira, 26 de maio de 2009

BORDÉIS DOS DIAS DE HOJES

Vivemos num mundo tão conturbado, que mudanças de hábito não são mais sequer percebidas. Para ir direto ao assunto, nestes tempos, agora convivemos, deliberadamente, com jovens, moços e moças, que divulgam através de panfletos, pelas ruas da cidade, em plena tarde de verão, a proliferação, sem nenhum pudor, da prostituição coletiva e comercial. Eles nos estendem as mãos e oferecem seus panfletos coloridos, com fotos de mulheres nuas que nos ofertam seus dotes a serviço da profissão, com endereços explícitos dos bordéis dos dias de hoje, que não se escondem mais, como quem vendesse um produto qualquer, livremente na feira, despudoradamente, tranquilamente, distribuindo-os como se fossem cartões de visitas.
Mas dessa vez alguém repudiou o ato, recusando-se a receber, por educação ou pudor, a tal folhinha.
- Não, obrigado, meu filho!
Mas diante da insistência do rapaz – e muitas vezes, de mulheres – o senhor vociferou: - Sou casado rapaz! E você deveria ter vergonha...
No que veio a inesperada contra-reação do rapaz. O jovem não entendera que ali ia um homem de bons costumes, digno, fiel à sua esposa e aos princípios, respondendo em alto e bom tom à recusa do ‘cliente’: - Ih! “sou casado” háháhá! Pois fique o senhor sabendo, que o que mais temos lá na casa, são homens casados! - Parecia orgulhoso de dizer - Tá por fora titio - ainda zombara – O senhor não está me dizendo nada; o que tem se é casado?! Seu Mané!
O homem ficou estupefato. Uma total demonstração de seqüela mental, uma discrepância horrorosa aos bons costumes e aos bons valores, um total desrespeito ao próximo e aos mais velhos e à dignidade humana. Uma completa inversão de valores encrespada na cabeça dos jovens que não conseguem sequer, discernir o certo do errado, o respeito do desonroso e que, sem opções, pensa que tem escolhas, e o que é pior, não percebem a profundidade de nada, muito menos do poço de ignorância a que estão atolados e submersos.
Pobre juventude, pobre humanidade. Sem mais dúvida alguma, a sociedade está deveras doente. Doente, muito doente.
Uma constatação desta triste realidade? Pessoas ao redor, riam do que viam!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

FRAGMENTOS




(...) Passava horas no Studio sozinho, dava cinqüenta paus para o dono e ninguém me aporrinhava ou me encontrava por algumas horas sagradas para mim, a solidão do som. Levava a minha guitarra Rickenbaker, uma garrafa de uísque, alguns maços de cigarros e outros cigarrinhos infalíveis de maconha, ligava a bichinha no máximo e ficava solando e cantando dissonante durante todo o tempo só, trechos infindáveis de um mesmo solo ou riff, de canções que conhecia, aleatoriamente. “I can get no, satisfaction...” repetia dez, vinte vezes seguidas, às vezes quinze minutos de uma mesma música, de um mesmo trecho, bem alto, estridente, doses de uísque quente, suando feito um porco, exorcizava todos os meus males e meus demônios e mais os medos e alucinações que a realidade faz arder ao sol , me sentia um Kurt Cobain, entre gritos e levadas viscerais, sem ninguém para constranger, assistir, restringir ou ser criticado, sem ninguém para ouvir ou interferir, sendo eu pelas avessas, pela tripas, pelo estômago, o meu âmago, surto, solto, violento, sem medo e só, sem ninguém para me interromper, eu era a minha própria angústia sem medo e mais bonita, vomitada em formas de notas musicais dissonantes e versos estúpidos initelegíveis e nervosos do rock meu, do meu punk e de minhas autorias inventadas ali, na hora, no estalo, exorcizados pelo instinto. Certa vez me acompanhou a cocaína, noutras a loucura da raiva. Quando abriram o Studio estava caído sobre o tapete rubro e sujo, caído sobre o vômito, feio como uma estrela do rock, feito um mito, um mijo, um Zé ninguém, babaca e sonhador, “imortal”. Nunca mais me deixaram entrar, não sozinho, todo modo, nunca mais voltei. Pulava, saltava, me largava no chão, antes da overdose, ficava em silêncio, urgia, orgia verbal e solista, me tremia como um doente, apagava as luzes até recuperar a voz e o fôlego. Lia poesia em voz alta e tremida, com raiva, com ódio, sem ninguém para me escutar, me encontrava com deus, saía outro, eu e minha guitarra estridente e desafinada, para nada,, fora de uso, fora de foco, eu e minha guitarra veloz, feroz, furiosa, confidente, sem saber falar, sem saber tocar, urgindo para o mundo dentro de mim, e mais as garrafas, os maços vazios e a cabeça vazia, a vida renovada na guinada forte e honesta do instrumento, a voz, as cordas, o corpo...até ficar surdo, até quebrar, até ficar imune, transcender, beber no gargalo a vida amarga e crua. Um dia estava com um revólver ( não, não era o disco dos Beatles, era um revólver de verdade), um 38, um três oitão, velho e destemido, que um amigo esqueceu comigo certo dia e demorou para pegar de volta, levei para o Studio, só para compor o clima depressivo que eu gostava de criar, outras vezes papelotes de cocaína que eu jogava avanço para mim mesmo, empoeirando todo o ambiente, aí foi o fim, quase morri. Não me mostrava para ninguém, apenas tinha alma saturada de poesia, soul e rock´n´roll, como diz uma linda canção de Caetano, “O homem velho”. É que às vezes “falta velocidade aos nossos olhos de prata, falta velocidade aos nossos desejos ociosos... De repente você encontra linhas amargas naquelas doces cartas...”


(Entre aspas: frases de duas canções da banda Habitantes)
* trecho do novo livro de Nem Queiroz " Eu não sei o seu nome! - à pureza pefeita e absoluta de ninguém"

ARTISTAS & COVARDES


E a cena não mudou. Passaram-se os anos e nada mudou, aliás, mudou sim, mas para pior, é que a sensação de que tudo já era tão deprimente, horrível e decadente, permanece simplesmente. Penso que a culpabilidade do ostracismo vigente da cultura nacional, não é tão somente das gravadoras, editoras, televisões e mídia em geral, penso e me arrisco a dizer que os artistas já consagrados, têm uma grande e enorme parcela de culpa nisto tudo, pois acho que eles deveriam ser mais engajados na luta, mas não são, seriam eles quem deveriam ter maior interesse de que a cena se perpetuasse, que se renovasse, indicando e até trabalhando para que pudesse haver passagem para novos artistas e que estes juntos com eles pudessem ao menos prosseguir com a cena, o que existia antes mas que agora não mais acontece. Então de quem é a culpa, se eles poderiam fazer e não fazem e os que querem muito não têm o mínimo de chance? Quando vejo artistas famosos divulgando seus novos trabalhos de uma maneira quase egocêntrica e egoísta, sem se importar com o próximo, por assim dizer, digo que estes são os verdadeiros responsáveis pela pobreza que nos cerca também, pois já que são eles os cabeças de rádio e tem à mão o público e a força de opinião, por que não convidam as bandas que estão lutando para mostrar os seus trabalhos? Por que eles não tomam as rédeas da situação e reacende a discussão, fomenta a cena, não a deixa morrer?! Porque não levantam bandeira contra as rádios e TVs e mais os jabás que envenenam nossa verdadeira cultura e vocação? Porque são covardes e omissos ao ponto de depois vir posar de bons homens cultos e preocupados com a vida cultural do povo, sem se dar conta do que querem de fato? O querem mais e tão somente é vender seus discos e shows, se assim não são, ao menos é o que parece. Sei que cada um deve cuidar de si, mas a música e a cultura em geral deveria unir, não separar, segregar os irmãos artistas é no mínimo algum tipo de fascismo. “Somos os bons, os outros é que se virem para provar o seu valor”, tudo bem se houvesse democracia de mídia neste país, e todos sabemos como funciona. Então?! Vamos ficar todos de mãos atadas ou braços cruzados e deixar que a grande mídia produza sempre em larga escala produtos descartáveis e banais, para o consumo dos iletrados?! Na verdade, nossos artistas não movem uma palha para salvar o seu próprio mundo, só pensam em salvar seu próprio umbigo e bolso. Tudo bem, isso é assunto para os empresários, mas estes morreram faz tempos, as gravadoras e caçadores de talentos não existem mais, até porque não dignificavam mesmo tanto a cena. Acho que estes grandes medalhões da música e do rock nacional deveriam fazer alguma coisa em prol destes novos colegas de profissão, que agonizam no anonimato, concordo que há muita porcaria, mas há também muita coisa boa por aí, no Rio, em são Paulo, no rock, no blues, nos subúrbios. Por que não acontece deles chamar essas novas bandas para abrir os seus shows, apadrinhar mesmo, se for o caso, qualquer uma delas que julgam ter algum valor, ou será que nenhuma, mas nenhuma mesmo tem valor algum?! Eles mesmos reclamam da nova cena amorfa, mas não fazem absolutamente nada para mudar o cenário, do qual fazem parte, são omissos, quase covardes. Artistas de todo o mundo uni-vos!


Ps.: Não isento os jornalistas, críticos de música e também a grande massa. “Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada!”ok!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

OS FILMES


Tenho em casa quase uma centena de filmes, tenho uma obsessão louca por filmes, principalmente os chamados alternativos, fora do circuitão, por conta disso, vivo à catá-los em lojas, em promoções, em sebos, na casa de amigos. Minha paixão é tão imensa que muitas vezes eu não preciso nem assisti-los, basta tê-los, adquiri-los, encontrá-los, para ansiosamente pegá-los para mim. Tanto assim o é, que vários deles descansam ainda no plástico, acomodados na minha estante, não tenho muito tempo para curti-los, assisti-los, mesmo porque revejo muito os que já vi e nem tenho pressa para ver um novo filme, só porque ele é novo, preciso apreciá-los como merecem. Na minha opinião, é preciso tempo e clima, só os assisto quando quero mesmo assisti-los, quando encontro clima, quando algo os sugerem ou alguma coisa ocorre e me remete a este ou àquele, aí sim, passo em revista, posso vê-lo em paz e sossegado, com a consciência livre, atenta e voraz, do contrário, eles que aguardem a sua vez. Por isso, encontrá-los é um exercício, e adquiri-los é mais importante que simplesmente vê-los de imediato, como quem abre um presente ou uma compra, isso seria consumismo apenas. Preciso estar a fim e à altura, inclinado a eles, para reverenciá-los da forma mais concisa, e não apenas descartá-los depois de assisti-los para não saber deles tão cedo, eles são como uma conversa ou um livro para mim, a qualquer instante posso invocá-los, como uma pessoa que não é descartável, eles são muito importantes para mim e não como uma mera sessão da tarde, preciso estar apaixonado, por assim dizer, para que possa haver o devido respeito e o real entendimento por aquilo que procuro e me desperta. São meus livros vivos e em movimento me esperando na estante, são as janelas do avião que me transporta e me leva pra outras realidades e fantasias, onde me educo, onde me encontro; me orgulho muito de cada um deles , pois são esperados e escolhidos a dedo, com eles me emociono e me envaideço, são meus amigos mais leais; quando alguém cita um título e eu posso dizer que tenho, é como se alguém falasse sobre alguém famoso e boa praça e este alguém fosse meu amigo íntimo. - Sim, eu o conheço! Mas que prazer!!!
Para muito além de uma vaidosa exposição, devo dizer que preciso tê-los ali comigo, para que num dia, se o meu amadurecimento sentir a necessidade da evolução sobre um determinado assunto ou tema, que algum filme contenha e possua, eu possa tranquilamente desfrutar. Os livros e os filmes são a minha salvação!