quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A VIDA É UMA PUTA!

A vida é uma puta, ouvi dizer, acho que li num livro beatnik de Kerouac ou de bukowski ou num escrito qualquer, talvez, de alguém que não sei lá quem! Mas olha o que esta frase me fez! Essa fofoca literária, um comentário descabido e lá me fui olhar atravessado pra ela, coitada. A vida é uma puta!? A vida é uma puta!!! Ficou latejando na minha cabeça! A vida é uma puta! Está começando a bater um tesão...O que ela é... ela é astuta, peituda pra uns, sacuda pra outras, a vida é tudo isso e um pouco mais.. por isso devemos ser fortes, malandros, no bom sentido da palavra, loucos, às vezes, deixar que ela nos pegue pelos bagos, olhar nos olhos, firmes e profundos, deixar sangrar, a vida como ela é! Você que já amou uma mulher, você já amou uma mulher da vida? Pois saiba que a vida é muitas vezes uma puta escondida, que brinca contigo, que parece rosa, noutras vezes vermelha, romântica, mas a sua semântica, se manca rapaz, a vida não é cor de rosa, não, ainda não notou! Ela é puta e lésbica! Forte e machona! E essa tristeza? O que é! O submundo da alma? Você descaralhado. E esse conhaque? E aquela vulva suja que te enfeitiça o olfato e a mente com este cigarro que não vai te salvar, esta solidão de merda e de um minuto pro outro uma discoteca, uma alegria sem precedente, você não é um louco? Então não se assuste. Sim, a vida é bonita também, igual aquela puta que te deu tesão! Por isso o velho e o bom rock n roll tem o sabor de um bom vinho pra você! Sim, a vida é doce, é linda e pode ser assim até o fim, mas se tiver de ser sarjeta, prepare-se, ela não vai te poupar, será sua parceira ideal para a dor que sentes, verás um decadente no teu espelho e uma boa puta te carregando de volta pra casa, se ainda tiver, pra quando lá chegar, ver que não havia ninguém. Foi ela que te levou rapaz, feito um pagode que todo mundo canta e pensa que entende, porque ninguém pensa na verdade, ninguém se importa. A vida é forte e não gosta de gente fraca, ela maltrata, ela é uma dama da noite ou uma borboleta do dia ensolarado num jardim de fantasias, podemos escolher o caminho, só que ele é meio sem volta, a vida não gosta de gente enganadora, ela sempre nos espreita quando se sente torta, usada, mesmo sendo doce e querida, não vai gostar de ser ferida, ela é doce, contudo, lembra mesmo uma rapadura, é dura também. E como uma puta, nos beija na boca, nos faz carinho, deixa a gente sonhando, feito um menino, porém, no melhor estilo, vacilou, dançou! Então, não dê muito mole para ela, porque toda puta é uma filha da puta. A vida é uma mãe, se somos bons filhos, mas madrasta também e cobra da filha o que de nos não pede, mas ordena!
Mas ela também é romântica e inocente como o ser humano que cria e por isso, uma vez ou outra, se perde conosco, inocente como nós, uma delícia, doce demais para ser uma puta, maravilhosa demais para não ser, uma rosa e pronto, já nos fodeu! Que gracinha! Nos fodeu de novo!

A vida é uma puta! A vida é uma puta estranha! Uma filha da puta, astuta que te masturba e depois te larga na mão, a vida é uma luta e quanto luto por ela, apaixonado, ela de quem não largo e gosto e admiro e miro bem no alvo, gosto do seu veneno, só quem não gosta é quem não entende, que muitas vezes têm de tudo e não é de nada! A vida é isso! A vida é tudo! A vida é isso tudo! A isca e o anzol!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

AS CRIANÇAS E A VIOLÊNCIA !


INOCÊNCIA PERDIDA

"A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais... " (Renato Russo)



Fiquei abismado com a desenvoltura verbal/coloquial de uma menina de 13 anos de idade narrando os fatos de um assassinato cometido entre gangs. Ela vinha da escola, conversando com outra amiguinha, comentando sobre o assunto, como se falasse de um filme de ação, a tão estúpida e cruel realidade. Fazia seus comentários com uma envergadura de um adulto, com uma clareza sem igual, com uma natureza mórbida dos que não sabem no que se transformaram, numa normalidade assustadora. Como era natural para eles o fato ocorrido, julgava saber mais que as fofocas, imaginava como tinha acontecido, dava detalhes do número dos tiros disparados, o local do ocorrido e onde foi achado o corpo da vítima (um garoto, apenas), e não demonstrava emoção alguma ao comentar sobre a idade da vítima, que deveria ter no máximo 16 anos, dizia ela, emendando que agora o “bicho iria pegar”, porque o pai do rapaz era da pá virada (palavras dela) e que pertencia a uma facção criminosa ( O que não era verdade), dizia tudo com uma devoção, uma naturalidade e uma inocência invertida de quem chupava uma bala Juquinha. E ela era tão nova e tinha uma inocência bonita ainda nos olhos e no modo de dizer, mesmo que coisas tão estapafúrdias, das meninas que começam a desabrochar e já tão jovem apodrecer. Ela não é sozinha, tem família, estuda em colégio particular e não é dada a farras (eu a conheço de vista), mas como estava por dentro das coisas e como sabia falar sobre um assunto que normalmente era para assustar, causar medo, angústia, estranheza, mas não, além do prazer de se mostrar à altura da realidade e da maturidade que todo adolescente faz questão de demonstrar que tem, mesmo não tendo, de saber das coisas, ou pensar que sabe (natural da idade), havia um prazer além do descrito, existia também uma leve sensação de que tanto ela, quanto suas amiguinhas, pareciam carregar em seus semblantes, uma estranha atração pela violência.

Parece que questões como esta lhes proporcionam alguma credibilidade para com a sociedade, para com os outros. É o que costumo chamar: -"O mecanismo do mal!". Não sabem as nossas crianças, que a sua inocência perdida poderia ser a chave para uma antiga questão, mas o problema não é mais a chave nem a fechadura, mas a dura realidade de se constatar que as nossas crianças crescem para um lado errado, e o que é pior, parecem que gostam. O que elas não gostam é de ser o que são: Nossas eternas, adoráveis e inocentes crianças! Criança? Eu?!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A MESMA MERDA DE SEMPRE!

Sempre a mesma merda
A mesma merda de sempre
A mesma merda que fede
A mesma merda que não pára!

A mesma merda, mas que merda!
A mesma merda feito meta
Feito seta e a gente de alvo

Salvo o meu menino
Os nossos filhos
E os amigos dos quais eu falo!

Sempre os mesmos domingos
Dias santos e feriados

Os mesmos tormentos
Os mesmos momentos
Os mesmos assaltos

Os ladrões fazendo a festa
E a festa rolando solta no Planalto

As mesmas poses
As mesmas merdas
As mesmas dores
Os mesmos fatos

As mesmas caras
As mesmas falas
A mesma merda de sempre
Os mesmos ratos!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ANTES DO SHOW


A cidade aos poucos vai despertando, um novo começo se anuncia, como todos os dias. O comércio abre suas portas na primeira hora da manhã, pessoas já agitadas se apressam para o trabalho, mendigos caminham feito zumbis para sumir na freqüência do dia claro, movimentos escusos, não sei para onde vão embora, e eu não vejo a hora. Hoje eu vou tocar o meu violão! Hoje é dia de rock n roll!
O sol pincela com seus primeiros raios a promessa de um lindo dia, intensificando o seu calor gradativamente e a cidade, o seu ritmo, na mesma batida, os corações palpitam. Automóveis tomam as ruas e as congestionam, mais um dia de trabalho árduo que se inicia agora e eu não vejo a hora...
Funcionários, já de prontidão nas lojas, ensaiam alguma alegria, contudo, não me contagiam, já posso sentir o seu cansaço, irão cumprir horários, disputar espaços, comer na hora certa, voltar com pressa, não correr riscos, todos lá, na escravidão do dia, sob o olhar desconfiado do patrão, sem música para ouvir, presos a padrões, convenções que a sociedade sem respeitar idade impõe e gosta e eu não vejo a hora do show que se aproxima, meus olhos brilham, eu bem sei o que isso se significa...

Semáforos trocando de cor a todo instante, ambulantes vigilantes acampando nas calçadas; nas livrarias, os livros nas estantes repousam sua sabedoria à espera de alguém, sábios senhores da sociedade secreta. Do outro lado da rua, meninos de pele suja maculam soltos a liberdade quer têm, seus olhos ardem e um blues ressoa dentro de mim, no silêncio da minha esquiva observação. Na ponte, o sol se olha no mar, no horizonte gaivotas dão voltas sem parar, lá em baixo um barquinho flutua, em todos os lugares, nos subúrbios, zona sul, em todos os parques, a vida bafora o seu hálito forte em todas as direções, sobre todos, sem distinção, e no meu pensamento uma nova canção lacrimeja suas notas tristes outras alegres num riff de arrepiar minha alma, hei Jimi, você é demais! Aumento o som e minha calma destoa de tudo, da correria, das ansiedades, até das novidades e dos habitantes da cidade. Os amantes inauguram uma nova chama, estes sim, são reais para mim, alheios na cama como eu no palco, tenho orgasmo, estou solto no ar, pronto para voar. A hora do show se aproxima e neste ínfimo segundo antes de tudo, não penso em mais nada!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

É ASSIM QUE SE PERDE DUNGA!


É assim que se perde Dunga!
Quando a guerra não é nossa, ela tem que passar a ser, pois o verdadeiro guerreiro (ou brasileiro), não desiste nunca!

É assim que se perde Dunga!
Com raça, com amor, com paixão, com coragem de sempre ser o que sempre fomos, mesmo com o risco de não vencermos a batalha!

É assim que se perde Dunga!
Com a cabeça erguida e com a garra que essas meninas demonstraram ter e fez por merecer. Se não venceram foi por um capricho bobo dos deuses. A torcida entende quando o time sucumbe ao destino e não à covardia

É assim que se perde Dunga!
Como homens! E essas meninas da Seleção não são homens, são mulheres, que agora (nos lembram) e nos ensinam como se jogar e se entregar à luta!

É assim que se perde Dunga!

Não! Não! Não! É assim que se joga, é assim que se luta!!!
Sem medo de ser feliz, pois o medo de arriscar mina a vontade de vencer.
(...)
É assim que se VENCE Dunga!
Suando a camisa (A torcida gosta disso), demostrando garra, valor, gana, vontade...Lutando, lutando, lutando! Não se intimidando como seu time fez e faz. (E como o Ronaldinho Gaúcho, o craque do seu time, amarela contra los hermanos, meu Deus!)

É assim que se vence Dunga!
COM O CORAÇÃO DA MARTA! Com a determinação exata do que vocês... já não estão com nada! Com a paixão que move os sonhos, com a alegria de jogar futebol, que ainda podemos ver na alma dessas guerreiras-meninas!

A lágrima que cai e o suor que desce, são provas irrefutáveis do orgulho que elas sentem em representar o nosso país e amar o que fazem e se dedicam. Lutar até o fim, até o último segundo com a determinação de um soldado, é digno de quem não merece ser derrotado. Sentimos orgulho disso!

Não, D. Marta, a senhora não fez nada de errado (talvez deus!), ao contrário, você nos deu, nos dá, o orgulho de ser brasileiro (pelo menos nos esportes); enchemos a boca para dizer o quanto sentimos orgulho de vocês. Vocês são um exemplo de ouro para nós! Nós, os homens, é que estamos perdendo a magia diante de tanta especulação. O foco agora é outro. Eles não são mais atletas de fato, mas funcionários (com imensos salários) da grande engrenagem capitalista que esmaga o sonho, a magia, a fantasia e quem somos... há muito tempo.

Eles não choram nem lamentam sequer, e pior, nem jogam!

Já vocês nos dão isso de sobra!
Um viva para nossa seleção... feminina, é claro!

domingo, 17 de agosto de 2008

VOCÊ TEM O OURO!

Os verdadeiros artistas, mesmo que sem “valor” aparente, exposição na mídia, etc, são pirilampos, focos, flashes de luz e ouro, que nos diz e mostra que há outros caminhos a serem descobertos e seguidos, que a luz existe, muito embora, muito deles, não percebam também o rastro da sua missão e apenas atuem no que inexplicavelmente acreditam simplesmente, eles são como instrumentos do bem à serviço da humanidade, que têm a poesia como essência, por isso não desistem nunca.
Algumas luzes perdem suas forças pelo meio do caminho e até acabam se apagando, por isso entristecem como seres humanos e morrem obesos, gordos e mais rápido que o normal; ficam frustrados, viram flores murchas no centro da sala vazia da vida.
Os verdadeiros artistas são pessoas incomuns e imune à sociedade a que pertencem e vivem, mas que contudo ainda se preocupam com ela e com seus seres tão carentes de luz e sensibilidade.
O sorriso do artista, mesmo que ainda em construção, é diferente, sua visão de mundo é diferente, seu amor é diferente, sua força é frágil, porém, tão poderosa que a transforma em música, que se alimenta de seus próprios esforços e até de seus próprios fracassos, fazendo deles um trampolim para o inusitado mundo seu; e o sucesso é algo tão triunfal quanto trivial, por isso sua alegria é espontânea e verdadeira, autêntica e pueril, e por fim, contagiante, seu carisma é a sua existência e uma praxe da alma.
O verdadeiro artista é o homem feito de sonhos, invencível no seu caminhar, imbatível em sua crença. Ele é a criança que não pensa, ele apenas é. Ele é um portal de boas novas nesta vida tão conturbada e perturbadora, o nirvana da vida humana, a energia sagrada, a sinergia e o estímulo, na propulsão de nossas dores, sofrimentos e desalentos. Ele é a palavra e o mensageiro de Deus no jardim sem primavera, ele é a primavera e o verão. Portanto, quando se depararem com um artista de verdade, por mais insignificante e obscuro que aos seus olhos ele possa parecer, muito respeito para com ele, por favor, pois são entidades sagradas, de luz, no seu caminho.
A sua Arte é muitas vezes incompreendida e indiscriminada, mas isto não é um problema dele!

Reparem como brilham no palco!

Estão dizendo: Basta de sofrimento!
Você tem o ouro!
Você também é luz!

ABORRECIMENTOS


Aí o teu chefe te liga em cima da hora para um “servicinho” extra, que além de não ser remunerado, ainda acaba com os teus planos daquele dia, e mesmo que fosse um dia sem planos, apenas com alguns descanso já estaria valendo...mas não tem jeito, você tem que ir e babau paz de espírito!

Ou então o vizinho põe o som nas alturas e o seu filme ou programa preferido também já era, assim como o desfrute da sua santíssima tranqüilidade, a única saída é a porta da rua, você ter que sair de sua própria casa senão você acaba enlouquecendo. Aborrecimentos!

O sol está de rachar, que ar condicionado algum de jeito, de repente o trânsito pára, emperra e você não pode desviar, já exausto de dirigir você afrouxa a gravata, procura por algo para beber e nenhum ambulante por perto quando se precisa, o sol parece esquentar ainda mais nessas horas, de repente o trânsito começa a andar, você se anima, mas por pouco tempo, num outro de repente, o trânsito trava de novo, os minutos se transformam, parecem horas e você começa a ficar zangado porque o atraso passa a ser eminente e não há mesmo como fugir desse inferno, o stress chega e aumenta na proporção da velocidade da luz e não há mesmo como se livrar. Depois de um tempo, você se acostuma
.
Noutro dia, você se viu proibido de sair de casa por conta de um tiroteio em plena luz do dia, balas perdidas em todas as direções, se encontrando na esquina e a polícia não sabe o quanto isto nos irrita, você tem que adiar seus compromissos, mas tudo bem, é compreensivo, todos entendem bem o que isto significa. Inevitáveis aborrecimentos!

Você prossegue vivo, chega o fim de semana, você vai respirar, trocar a camisa, comprar umas cervejas, assistir o futebol em paz, tudo perfeito, mas nem tanto, o seu time perdeu e de goleada, na segunda ainda vai ter que aturar os colegas de trabalho. Só falta agora a sua mulher...Ah, não! Essa não!!!!