quarta-feira, 23 de julho de 2008

GUERRA NÃO ANUNCIADA

Quando eu trabalho, trabalho, trabalho
(Até sábados domingos e feriados!)
E não tenho um bom salário
Quando não consigo comer com tranqüilidade
Preocupado com o preço e a quantidade
Economia forçada para a sobrevivência de um outro dia
Quando não consigo descansar
Quando o outro me vê como uma ameaça
Do seu lugar, do seu emprego, do seu dinheiro, do seu lar
E da sua vida
Quando há famintos por toda a parte
Quando não há em que se confiar
Quando na vida não há trégua
É bom que se entenda
Estamos numa guerra!!!

GUERRA NÃO ANUNCIADA II

Quando vivemos entrincheirados de alguma forma
Por medo, obediência, violência, miséria ou solidão
É guerra!
Quando sofremos algum tipo de perseguição
Ideológica, física, psíquica, política, covarde, religiosa...
É guerra!
Quando nos custa a gentileza, o humano, um cafezinho, o Amor
Quando nos custa a dividir...
É guerra!
Quando somos vítimas
Da ignorância, da exploração, da manipulação dos mais fortes
Da alienação, dos preconceitos
E não gozamos sequer dos nossos legítimos direitos
É bom que se saiba
Estamos numa guerra!

GUERRA NÃO ANUNCIADA III

Como diz o outro
Vender a janta para comprar o almoço!

É Guerra!!!

O PRIMEIRO PASSO


DÊ O PRIMEIRO PASSO PARA O QUE FOR!!! O primeiro passo é o start para te levar a qualquer lugar que você queira ou precise; é o primeiro passo quem dita o rumo, quem lhe trará o bem ou te fará perder o prumo, mas que é preciso que aconteça para se saber o resultado ( ou então fique parado). O primeiro passo é a organização das coisas, é o objetivo traçado e mais que isso, iniciado; ele será a senha para as suas viagens mais loucas. Imprescindível é o primeiro passo para o que é desejado; o primeiro passo fará você alçar vôo, portanto ele será a sua asa, que te impulsionará em direção a caminhos e a destinos que se precisam ser abertos ou seguidos.
Todos nós precisamos ir, partir para algum lugar, mesmo que seja para dentro do próprio ser, o seu ponto de partida.
O primeiro passo é o mais importante de todos que serão dados a partir de então; para que o começo seja um começo e para que algo aconteça, sempre haverá de ter um inicio e para isso o primeiro passo vem primeiro e não há como ser de outro jeito, o começo de tudo!
Você que faz de tudo e no fim não realiza nada, é preciso urgente que recomece, que pare, que respire, que se organize para que o primeiro passo seja dado, agora com maior firmeza, para um objetivo concreto e que assim possa ele (o primeiro passo) fazer o seu papel. O seu alvo e o seu primeiro passo e entre ambos o alcançável, acredite, você vai conseguir! O novo sentido para a sua nova seta, a sua nova reta. A precisão do tiro é este passo ímpar que você dá às suas coisas e à sua vida. Recomece do zero, mas recomece, certo de que agora sabe para onde vai. Contudo, uma coisa de cada vez para tudo que você faz. Todo e qualquer caminho rumo ao que for, começa e sempre começará com um primeiro passo, então que este seja repleto e pleno de convicção, atitude, organização e firmeza, mesmo que seja este, o pavio para uma nova explosão que não se sabe muito bem no que vai dar! Mas quem sabe sobre o futuro, não é mesmo?! Estamos falando do presente, que necessita urgente acontecer para que possamos progredir, mesmo nas ínfimas idéias e pretensões. Presente consistente que precisa atuar, andar, existir. O momento que não é mais!
Então que venha o próximo instante, que o primeiro passo nos leve adiante e que o restante seja decerto a realização do que começamos e agora, por fim, alcançamos! Um viva ao primeiro passo de tudo! O primeiro passo, que nunca é atraso. Ao primeiro passo que há de nos levar a um começo de uma nova razão!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

“GUARDINHA” – Sobre a truculência da guarda municipal


Estou farto dos homens! Farto de tudo, da má vontade deste mundo e destes homens estúpidos; esses meros e desimportantes semelhantes, imbuídos até o talo, de um pessimismo e de um egoísmo, em franca ascensão; rascante e penetrante, feito um vinho malévolo que nos embriaga. O que há de mal se a plebe se defende, se o outro é um ambulante, eu motorista e tu um guarda, (um guardinha desses, de uniforme de soldadinho de chumbo)?! Guarda que não guarda nada nem protege, a não ser a própria arrogância e as ordens do opressor, que não comanda nada. Se tens mesmo de cumprir ordens tão insossas que o faça com alguma graça e elegância, ah, desculpe, estou falando com brutamentes/brutamontes, jamais entenderão. Vocês também lutam por sobrevivência, também corre atrás, pelos seus, e se amontoam, se acotovelando por migalhas, pelo alimento, com o trabalho suado, vocês são daqui e não de lá! Escravos! Escravos! Capachos, lacaios do patrão que mal te paga, que nem te sabe ou conhece e mal te olha no olho, que como um cisco, te põe no olho da rua pra fazer o serviço sujo do qual eles se vangloriam, colocando-nos no nosso lugar! Para oprimir o teu próprio semelhante, que sangra como tu. Vai! Vai adiante, orgulha-te do teu ofício, do que tu fazes contra o teu igual, e tira o pão da boca dos mais fracos e dos que não têm opção, por uma lealdade que não te servirá para nada! Ele como tu, não é ladrão, teu patrão talvez o seja, teu governo que não vos ampara, talvez o seja; cumpra sim o seu dever, ganhas para isto! Não entendo a sua satisfação, deve haver algum equivoco na tua educação, se é que tens alguma, para não entender a luta, que é de todos nós, somos escória, farinha do mesmo saco, para eles, proletariado para o mundo e a esperança de nossos filhos. Se puderes tu, que carrega este porrete com orgulho, pense na compaixão do homem para com outro homem, tu não é superior por isto, ao contrário, és um reles, massa de manobra, que também aceita qualquer oferta pela tua sobrevivência. O ambulante que tu caças não é a desgraça que tu pensas. A desgraça é o teu governo, que maltrata a população da qual tu fazes parte e que também te usa, sem que tu percebas. Faça o seu trabalho mas não seja capacho de teus algozes nem faça do teu povo sofrido e assalariado um bode expiatório porque tu também é! Pois quer queira quer não queira, fazemos parte de um mesmo lado. Entenda pois, então, porque estamos todos fartos um do outro sem distinção e que tudo isto não é nem mais uma questão de educação, você deve ter tido pai e mãe um dia... é ignorância mesmo, seu guardinha!

O PELA-SACO

Não há porque ser um “pela-saco” na vida! Eu poderia ser menos coloquial e usar termos menos pejorativos, mas não, vou de “pela-saco” mesmo, porque este indivíduo é tão execrável que quanto mais chula a expressão para defini-lo, mais próximo do entendimento de saber o que este sujeito é e representa, ficamos. O “pela-saco” é aquele que parece sentir prazer em atrasar, prejudicar, afundar os outros, digo parece, porque ele também aparentemente está mais para um vacilão do que propriamente para uma pessoa má, muito embora, desconfio profundamente que ele isto também o seja!

Bom, já que nos situamos, posso então me desfazer à vontade, contudo, reforço e repito, não há mesmo razão para um homem ser um pela saco.

O pela-saco é um caxias por excelência , mesmo que acompanhe a moda (aliás não há nada mais cafona que isso), ele ainda é um chato no fim de tudo, é certinho demais para ser elegante como deseja, é pragmático, pelo simples fato de não conseguir ser prático, nem simples, ele traz consigo escondido uma imensurável razão de ser, própria e intransferível, ele precisa, tem necessidade de ser aceito, mas não sabe como se portar, é mais que um chato, é um pé no saco, por isso na maioria das vezes é um ser solitário, um punheteiro de marca maior, quase um nerd, a sua solidão é ininterrupta, maltrapilha, fedorenta, ele sabe que a tem, sabe quem é, e não aceita em segredo, então disfarça e por isso se perde. É mal amado e mal amante, péssimo marido e um amigo indefinido, chato demais para ser querido. Eis a sua solidão! Porém é um homem auto suficiente, também pudera, se não fosse seria um morto vivo. A necessidade faz o monge.
Por tudo isto, o pela-saco é um egoísta em potencial, interesseiro até o osso porque vive de migalhas, mesmo sendo rico (de dinheiro), por sua insegurança de estar à margem das verdadeiras amizades, acha que não pode dar mole a ninguém, por isso não adianta ninguém, só atrasa, ele se atropela, coitado, pensa que esta sendo bom, mas não é de sua cerne, e quando “adianta”, fica aguardando recompensas, ele é um calculista, só não sabe quem não quer! Ele não pensa e pensa demais, vive contando riquezas, não a divide com ninguém e não muda jamais, acha que está sempre sendo passado para trás, vive tenso, teso, propenso ao tropeço, não é, definitivamente, uma pessoa confiável, sua espontaneidade é uma cilada, uma farsa, pois não consegue nunca relaxar. Ele espreita incansavelmente as oportunidades de se firmar no meio em que vegeta, tanto no trabalho, quanto com seus próximos, é um burrocrata de carteirinha e um puxa saco por opção. Algumas vezes tem um surto de bondade e nesses casos o melhor é aproveitar porque logo, logo, ele volta a vacilar, pois o pela-saco é acima de tudo, um louco por isto, um autêntico vacilão.
E outra coisa, o cara é cruel, quando há alguma possibilidade para sê-lo, ele será sem pensar duas vezes, sua manipulada ambição destruirá seus esforços, pensará em pequenas vinganças bem na hora em que ele poderia provar sua integridade, acha o idiota que estará demonstrando força e se lambuzará de novo. O pela-saco sente um incontestável prazer nisto tudo, adora atrasar todo mundo, pois pensa o infeliz, que ninguém há de ter boa vontade com ele, se sente um igual pensando que todo mundo é igual a ele e se frustra e mingua durante toda sua vida, quando não consegue acompanhar a evolução das coisas, da vida e da amizade limpa e pura, ou seja, o pela-saco é acima de tudo, além de vacilão, um pela-saco !

quinta-feira, 17 de julho de 2008

MARCAS DO MEU TEMPO


2008 arroto direto no esgoto! Não troco esta vida por nada, mas se tiveres 38 reais, poderia comprar uma boa dose de diversão. Não preciso de tanto para me divertir, brinco com o inusitado, aproveito bem as horas e quem está ao meu lado agora, do lado de fora como eu, ver melhor quem se atreveu e quem nada viu e mandou tudo para aquele lugar.
Vou (con)seguindo, calmamente vazio, mas sempre em frente, eu suponho. Nesses tempos cheios de buracos, o melhor é estar “morto”, legal já estou conseguindo me tornar um covarde, falta-me agora apenas a farda; a população já não agüenta, vivem agora atentos com tudo e para isso desconfiam de tudo, até da mãe, será que este garçom é confiável? Porque os amigos eu já dispensei! Preciso estar esperto e forte e vou me enfraquecendo de espírito, me engrandecendo de ilusão, das piores, diga-se de passagem, pois eu sou do tempo que ilusão era uma coisa boa, que nos fazia sonhar sem medo de perder o trem, sonhar acordado era apenas uma figura de linguagem, hoje é ser um vacilão! Vacilou , dançou! Vacilo é vala, meu irmão! Irmão é modo de dizer, todo mundo sabe!
A polícia matou mais um, mais dois, o outro era inocente, foi no pacote, sabe comé, né! Tudo farinha do mesmo saco, cidadão agora é só um palavrão, uma palavra no aumentativo, para os mais criativos é uma cidade grande: Cidadão! Porque de sério não tem nada, viramos pilhéria de uma crônica com um tique nervoso e crônico de uma desordem anunciada. A violência é uma arca do meu tempo, uma marca também, que leva a gente para o precipício e depois volta tranqüila como se fosse um passeio de domingo pela lagoa repleta de piranhas, falo dos peixes mesmos, e tubarões. E o tempo é escasso, não há muito dele por aí dando sopa, hoje em dia não podemos nem gastar tempo, com tanta tristeza de troco, quiçá dinheiro, ah, esse dinheiro que nunca é o bastante; não seria isto um mistério, a pior das ilusões?! Mas estamos todos hipnotizados, vamos mesmo para o precipício, eu não ligo já que estou me divertindo! Tempo e dinheiro se completam, eu diria, se atropelam, e o homem, hipnotizado, morre por um e enlouquece pelo outro, mas tudo bem desde que ele esteja no “comando”, só se for no comando vermelho, meu chapa! Não pense você que o teu dinheiro te salva, ao contrário, ele te condena, e a tua pena é ter, mas não ser; e pensar que é um deus, só vai desmantelar as suas relações; você também é rebanho, massa de comando, todos somos e tão alienados que jamais faremos nada por nós mesmos; mas quem liga? Olha agora para tua barriga, já que o teu umbigo não mais se pode ver. O que mais te irrita? O que mais você pensa ser?! Bah!!!
Enquanto isso a cidade se consome. O chefe da polícia é amigo dos bandidos com o aval do governador; o oficial do exército, que alguns jovens o desacatou, foram condenados a morte à revelia da raiva e da covardia de seu “protetor”, entregues a inimigos traficantes, que o problema sublimou (Ih, isso dá música!). Só faltavam as criancinhas, agora não falta mais! Mas meu Deus do céu, que pandemônio este planeta! O caldeirão está fervendo, mas quem está mexendo a colher?! Está insossa esta nossa sopa, você não lavou o pé?!

Mais uma tragédia prestes a acontecer...é só esperar mais um pouquinho e...pronto! Mais um para as estáticas e as manchetes dos jornais, (se espremer sai sangue, heim!). Dois policias metralhados em plena zona sul da cidade, imaginem como não está a zona norte, aliás, tudo é uma zona só, viramos a zona da morte! Isso sem falar nas grandes catástrofes mundo a fora, guerra para todo lado, aquecimento global e etc e tal...tra-la-lá, tra-la-lá, tra-la-lá! Um horror!

Faço minhas as suas palavras, poeta! Também não sei o que dizer do mal sobre a terra, também acho que o Amor hesitou!