quarta-feira, 23 de julho de 2008

GOTHAN CITY - Um super-herói!

O que é aquilo lá no céu ?!
Será um pássaro, será um avião ?!
Quem nos dera fosse o super-homem!
Que com seus super poderes
Pudesse nos defender e nos dar alguma esperança
Agora que o futuro é negro
Quem nos dera se aquele carro preto, blindado, tão temido e insuficiente da polícia
Fosse o poderoso Bat-móvel
E que na escuridão da noite fôssemos todos surpreendidos
Pelo tão famoso homem morcego, o Batman!
Que com sua capa preta pudesse nos proteger das balas perdidas
Mas o Batman é como o Papai Noel (muito embora neste muita gente ainda acredite!)
Já Gothan City... (será aqui?!)

À mercê dos bandidos!
A liga da justiça, diferente do bolo da vovó
Perdeu a liga - Não se encontra mais
Triste a nação que necessita de heróis!
Mas como precisamos!

Não só de heróis, mas de anjos também!
Para tantos demônios entre nós
Quem sabe um outro certo mascarado
Pudesse mesmo prender em sua poderosa teia
Os insetos malfeitores e perturbadores da paz
Chamem o Homem-Aranha!
Os X-Men! A mulher Maravilha! O Rambo!

Ó minha cidade maravilhosa
Perdoe-nos por tanta crueldade e estupidez
Todos sabemos que os heróis só vivem nos quadrinhos
E que bandidos deveriam estar mesmo eram enquadrados
Mas agora esta tudo misturado, embaralharam os lados
E ninguém sabe mais quem é quem
Se políticos são reconhecidos como bandidos
Se bandidos uniformizados vivem livres
E preso mesmo só o cidadão
(Qual será a solução?!)

Eu que moro na cidade do sol
Não na cidade do fogo
Agora torço
Para que a chuva venha logo
E que tão cedo não se vá
Quem sabe assim
Possa ela abrandar os ânimos...
E os desânimos
Que parece nunca cessar!

Agente apela para todos os Santos
Para os ídolos, para os esportes, clama por Deus...
Faz o que pode

Mas não pode!

Só mesmo um super-herói!

GUERRA NÃO ANUNCIADA

Quando eu trabalho, trabalho, trabalho
(Até sábados domingos e feriados!)
E não tenho um bom salário
Quando não consigo comer com tranqüilidade
Preocupado com o preço e a quantidade
Economia forçada para a sobrevivência de um outro dia
Quando não consigo descansar
Quando o outro me vê como uma ameaça
Do seu lugar, do seu emprego, do seu dinheiro, do seu lar
E da sua vida
Quando há famintos por toda a parte
Quando não há em que se confiar
Quando na vida não há trégua
É bom que se entenda
Estamos numa guerra!!!

GUERRA NÃO ANUNCIADA II

Quando vivemos entrincheirados de alguma forma
Por medo, obediência, violência, miséria ou solidão
É guerra!
Quando sofremos algum tipo de perseguição
Ideológica, física, psíquica, política, covarde, religiosa...
É guerra!
Quando nos custa a gentileza, o humano, um cafezinho, o Amor
Quando nos custa a dividir...
É guerra!
Quando somos vítimas
Da ignorância, da exploração, da manipulação dos mais fortes
Da alienação, dos preconceitos
E não gozamos sequer dos nossos legítimos direitos
É bom que se saiba
Estamos numa guerra!

GUERRA NÃO ANUNCIADA III

Como diz o outro
Vender a janta para comprar o almoço!

É Guerra!!!

O PRIMEIRO PASSO


DÊ O PRIMEIRO PASSO PARA O QUE FOR!!! O primeiro passo é o start para te levar a qualquer lugar que você queira ou precise; é o primeiro passo quem dita o rumo, quem lhe trará o bem ou te fará perder o prumo, mas que é preciso que aconteça para se saber o resultado ( ou então fique parado). O primeiro passo é a organização das coisas, é o objetivo traçado e mais que isso, iniciado; ele será a senha para as suas viagens mais loucas. Imprescindível é o primeiro passo para o que é desejado; o primeiro passo fará você alçar vôo, portanto ele será a sua asa, que te impulsionará em direção a caminhos e a destinos que se precisam ser abertos ou seguidos.
Todos nós precisamos ir, partir para algum lugar, mesmo que seja para dentro do próprio ser, o seu ponto de partida.
O primeiro passo é o mais importante de todos que serão dados a partir de então; para que o começo seja um começo e para que algo aconteça, sempre haverá de ter um inicio e para isso o primeiro passo vem primeiro e não há como ser de outro jeito, o começo de tudo!
Você que faz de tudo e no fim não realiza nada, é preciso urgente que recomece, que pare, que respire, que se organize para que o primeiro passo seja dado, agora com maior firmeza, para um objetivo concreto e que assim possa ele (o primeiro passo) fazer o seu papel. O seu alvo e o seu primeiro passo e entre ambos o alcançável, acredite, você vai conseguir! O novo sentido para a sua nova seta, a sua nova reta. A precisão do tiro é este passo ímpar que você dá às suas coisas e à sua vida. Recomece do zero, mas recomece, certo de que agora sabe para onde vai. Contudo, uma coisa de cada vez para tudo que você faz. Todo e qualquer caminho rumo ao que for, começa e sempre começará com um primeiro passo, então que este seja repleto e pleno de convicção, atitude, organização e firmeza, mesmo que seja este, o pavio para uma nova explosão que não se sabe muito bem no que vai dar! Mas quem sabe sobre o futuro, não é mesmo?! Estamos falando do presente, que necessita urgente acontecer para que possamos progredir, mesmo nas ínfimas idéias e pretensões. Presente consistente que precisa atuar, andar, existir. O momento que não é mais!
Então que venha o próximo instante, que o primeiro passo nos leve adiante e que o restante seja decerto a realização do que começamos e agora, por fim, alcançamos! Um viva ao primeiro passo de tudo! O primeiro passo, que nunca é atraso. Ao primeiro passo que há de nos levar a um começo de uma nova razão!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

“GUARDINHA” – Sobre a truculência da guarda municipal


Estou farto dos homens! Farto de tudo, da má vontade deste mundo e destes homens estúpidos; esses meros e desimportantes semelhantes, imbuídos até o talo, de um pessimismo e de um egoísmo, em franca ascensão; rascante e penetrante, feito um vinho malévolo que nos embriaga. O que há de mal se a plebe se defende, se o outro é um ambulante, eu motorista e tu um guarda, (um guardinha desses, de uniforme de soldadinho de chumbo)?! Guarda que não guarda nada nem protege, a não ser a própria arrogância e as ordens do opressor, que não comanda nada. Se tens mesmo de cumprir ordens tão insossas que o faça com alguma graça e elegância, ah, desculpe, estou falando com brutamentes/brutamontes, jamais entenderão. Vocês também lutam por sobrevivência, também corre atrás, pelos seus, e se amontoam, se acotovelando por migalhas, pelo alimento, com o trabalho suado, vocês são daqui e não de lá! Escravos! Escravos! Capachos, lacaios do patrão que mal te paga, que nem te sabe ou conhece e mal te olha no olho, que como um cisco, te põe no olho da rua pra fazer o serviço sujo do qual eles se vangloriam, colocando-nos no nosso lugar! Para oprimir o teu próprio semelhante, que sangra como tu. Vai! Vai adiante, orgulha-te do teu ofício, do que tu fazes contra o teu igual, e tira o pão da boca dos mais fracos e dos que não têm opção, por uma lealdade que não te servirá para nada! Ele como tu, não é ladrão, teu patrão talvez o seja, teu governo que não vos ampara, talvez o seja; cumpra sim o seu dever, ganhas para isto! Não entendo a sua satisfação, deve haver algum equivoco na tua educação, se é que tens alguma, para não entender a luta, que é de todos nós, somos escória, farinha do mesmo saco, para eles, proletariado para o mundo e a esperança de nossos filhos. Se puderes tu, que carrega este porrete com orgulho, pense na compaixão do homem para com outro homem, tu não é superior por isto, ao contrário, és um reles, massa de manobra, que também aceita qualquer oferta pela tua sobrevivência. O ambulante que tu caças não é a desgraça que tu pensas. A desgraça é o teu governo, que maltrata a população da qual tu fazes parte e que também te usa, sem que tu percebas. Faça o seu trabalho mas não seja capacho de teus algozes nem faça do teu povo sofrido e assalariado um bode expiatório porque tu também é! Pois quer queira quer não queira, fazemos parte de um mesmo lado. Entenda pois, então, porque estamos todos fartos um do outro sem distinção e que tudo isto não é nem mais uma questão de educação, você deve ter tido pai e mãe um dia... é ignorância mesmo, seu guardinha!

O PELA-SACO

Não há porque ser um “pela-saco” na vida! Eu poderia ser menos coloquial e usar termos menos pejorativos, mas não, vou de “pela-saco” mesmo, porque este indivíduo é tão execrável que quanto mais chula a expressão para defini-lo, mais próximo do entendimento de saber o que este sujeito é e representa, ficamos. O “pela-saco” é aquele que parece sentir prazer em atrasar, prejudicar, afundar os outros, digo parece, porque ele também aparentemente está mais para um vacilão do que propriamente para uma pessoa má, muito embora, desconfio profundamente que ele isto também o seja!

Bom, já que nos situamos, posso então me desfazer à vontade, contudo, reforço e repito, não há mesmo razão para um homem ser um pela saco.

O pela-saco é um caxias por excelência , mesmo que acompanhe a moda (aliás não há nada mais cafona que isso), ele ainda é um chato no fim de tudo, é certinho demais para ser elegante como deseja, é pragmático, pelo simples fato de não conseguir ser prático, nem simples, ele traz consigo escondido uma imensurável razão de ser, própria e intransferível, ele precisa, tem necessidade de ser aceito, mas não sabe como se portar, é mais que um chato, é um pé no saco, por isso na maioria das vezes é um ser solitário, um punheteiro de marca maior, quase um nerd, a sua solidão é ininterrupta, maltrapilha, fedorenta, ele sabe que a tem, sabe quem é, e não aceita em segredo, então disfarça e por isso se perde. É mal amado e mal amante, péssimo marido e um amigo indefinido, chato demais para ser querido. Eis a sua solidão! Porém é um homem auto suficiente, também pudera, se não fosse seria um morto vivo. A necessidade faz o monge.
Por tudo isto, o pela-saco é um egoísta em potencial, interesseiro até o osso porque vive de migalhas, mesmo sendo rico (de dinheiro), por sua insegurança de estar à margem das verdadeiras amizades, acha que não pode dar mole a ninguém, por isso não adianta ninguém, só atrasa, ele se atropela, coitado, pensa que esta sendo bom, mas não é de sua cerne, e quando “adianta”, fica aguardando recompensas, ele é um calculista, só não sabe quem não quer! Ele não pensa e pensa demais, vive contando riquezas, não a divide com ninguém e não muda jamais, acha que está sempre sendo passado para trás, vive tenso, teso, propenso ao tropeço, não é, definitivamente, uma pessoa confiável, sua espontaneidade é uma cilada, uma farsa, pois não consegue nunca relaxar. Ele espreita incansavelmente as oportunidades de se firmar no meio em que vegeta, tanto no trabalho, quanto com seus próximos, é um burrocrata de carteirinha e um puxa saco por opção. Algumas vezes tem um surto de bondade e nesses casos o melhor é aproveitar porque logo, logo, ele volta a vacilar, pois o pela-saco é acima de tudo, um louco por isto, um autêntico vacilão.
E outra coisa, o cara é cruel, quando há alguma possibilidade para sê-lo, ele será sem pensar duas vezes, sua manipulada ambição destruirá seus esforços, pensará em pequenas vinganças bem na hora em que ele poderia provar sua integridade, acha o idiota que estará demonstrando força e se lambuzará de novo. O pela-saco sente um incontestável prazer nisto tudo, adora atrasar todo mundo, pois pensa o infeliz, que ninguém há de ter boa vontade com ele, se sente um igual pensando que todo mundo é igual a ele e se frustra e mingua durante toda sua vida, quando não consegue acompanhar a evolução das coisas, da vida e da amizade limpa e pura, ou seja, o pela-saco é acima de tudo, além de vacilão, um pela-saco !