domingo, 17 de agosto de 2008

ABORRECIMENTOS


Aí o teu chefe te liga em cima da hora para um “servicinho” extra, que além de não ser remunerado, ainda acaba com os teus planos daquele dia, e mesmo que fosse um dia sem planos, apenas com alguns descanso já estaria valendo...mas não tem jeito, você tem que ir e babau paz de espírito!

Ou então o vizinho põe o som nas alturas e o seu filme ou programa preferido também já era, assim como o desfrute da sua santíssima tranqüilidade, a única saída é a porta da rua, você ter que sair de sua própria casa senão você acaba enlouquecendo. Aborrecimentos!

O sol está de rachar, que ar condicionado algum de jeito, de repente o trânsito pára, emperra e você não pode desviar, já exausto de dirigir você afrouxa a gravata, procura por algo para beber e nenhum ambulante por perto quando se precisa, o sol parece esquentar ainda mais nessas horas, de repente o trânsito começa a andar, você se anima, mas por pouco tempo, num outro de repente, o trânsito trava de novo, os minutos se transformam, parecem horas e você começa a ficar zangado porque o atraso passa a ser eminente e não há mesmo como fugir desse inferno, o stress chega e aumenta na proporção da velocidade da luz e não há mesmo como se livrar. Depois de um tempo, você se acostuma
.
Noutro dia, você se viu proibido de sair de casa por conta de um tiroteio em plena luz do dia, balas perdidas em todas as direções, se encontrando na esquina e a polícia não sabe o quanto isto nos irrita, você tem que adiar seus compromissos, mas tudo bem, é compreensivo, todos entendem bem o que isto significa. Inevitáveis aborrecimentos!

Você prossegue vivo, chega o fim de semana, você vai respirar, trocar a camisa, comprar umas cervejas, assistir o futebol em paz, tudo perfeito, mas nem tanto, o seu time perdeu e de goleada, na segunda ainda vai ter que aturar os colegas de trabalho. Só falta agora a sua mulher...Ah, não! Essa não!!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O AMOR VERDADEIRO NA TERRA DOS INCAUTOS

Difícil é não ir para o inferno!
Bonita e importante é esta cor e a marca do seu terno
As marcas do tempo
Somos nós que produzimos
Os dois dizem que se amam
Mas qual dos dois estão mentido?!
Haverá uma hora em que todo o seu Amor
Será posto à prova
Haverá esta hora
Que tudo o que você vai querer é ir embora
No que você acredita agora?!
No que você acreditava antes desse instante?!
Um verdadeiro Amor não gosta de estantes

Um verdadeiro Amor na terra dos incautos!

Sei que tenho uma ferida me matando em algum lugar...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

DE REPENTE, UMA PARANÓIA!

De repente uma paranóia!
De que eu poderia ser assaltado, morto por inconseqüência de algum louco ou mesmo de um fatídico marginal e isto me desconcentrou para a vida, que seguia com uma regular normalidade. De repente, do nada, nada dentro de mim! Um vazio que me atacou os nervos com uma magistral habilidade, de onde veio isso, meu Deus?! Este medo me torturando, este vazio me atacando como um inimigo invisível (será que estou enlouquecendo?!) com suas munições inimagináveis feitas de tormentas e de medo, um pequeno inferno sem fim. Pequeno mas sem fim! Um pequeno e infindável momento dentro de mim, um surto, uma paranóia (?).

De repente, uma paranóia!
Não fale comigo agora, eu lhe imploro; ficar calmo não é um analgésico, um comprimido que se toma e passa, ficar calmo nessas circunstâncias é uma loucura total. Ficar calmo é uma pinóia! Quando é com a gente é uma outra estória.
De repente, uma paranóia me tirou o chão, me fez imaginar coisas, acreditar em outras, perder a fé!
De repente uma paranóia, e eu já era outro!

A IMPORTÂNCIA DO "NÃO"


Quando o SIM é uma constante, o paraíso pode ser uma ilusão! Porque viver de bons momentos incessantes, a todo custo, à todo instante, sem ‘perigo’ algum para o embate sadio, pode ser desastroso na hora de ‘pagar a conta’. Quem poderá entender tão repentinamente atitude, se nunca nos deparamos com ela?! A estranheza será certa e se não houver delicadeza ou até mesmo alguma firmeza, tudo pode se perder de fato e aí o que era doce vira amargo e o paraíso, uma dura constatação. É muito, muito fácil viver sem contestar nem ser contestado, não evoluir para o cerne da questão, dar apoio incondicional (ou receber), independente da situação, não proporciona admiração, nem gera amor nenhum, antes, produz egoísmo e o desconforto de descobrir, fora de hora, a imperfeição de nós. Assim, como a vitória, o SIM também nos amacia, de certa forma, nos retrocede ou no mínimo, não nos evolui; paramos para festejar a conquista do desejo e só o que importa é o nosso sucesso. Eu quis, eu tive, eu consegui e acabou! Mas quando tudo se torna extremamente carente e necessário para o NÃO, como haveremos de lidar com a nova situação que faz parte da vida de todos e de qualquer um?!
O NÃO é parte integrante do amadurecimento como um todo, talvez a parte mais importante, do entendimento essencial das coisas nossas e das coisas que não são nossas principalmente, o exercício do desenvolvimento, o bem estar empírico depois da realidade brutal, estar momentaneamente contra uma natureza que não é nossa, mas de todos, que no final nos fará forte e não o fraco de vidro que de tanto dengo mal nos fez. O NÃO fortalece a relação, enquanto que o SIM é quase sempre uma vírgula apenas. O NÃO nos faz pensar, nos abala as estruturas e não nos amolece, o NÃO nos faz crescer! É preciso exercitar o NÃO em nossas vidas, não o NÃO autoritário, que também não pensa, mas o NÃO corajoso, de caráter, que nos respeita a natureza; será ele que nos dará alguma medida para nossa individualidade e a do outro, o respeito e a sabedoria da compreensão e da paciência, a paciência que o SIM muitas vezes não tem nem nos dá. O NÃO educa e o SIM até que poderia ser uma espécie de recompensa e não uma compulsiva condição que muitas vezes é ou se transforma.
No dia em que chegar o dia do NÃO e para ele não estarmos preparados, pode ser que só assim então, compreendamos o tolo que o SIM fez em nós aparecer, o frágil, o bobo, o insolente, o castelo de areia e o telhado de vidro, a casa que construímos sem nenhuma dificuldade aparente, que a felicidade de uma cumplicidade falsa nos deu e que agora dá as caras...e as cartas.
Quando chegar a hora do NÃO, saberás o quanto é bela a força dela, a flor da razão e da justiça, que é séria e imparcial e jamais infantil no sentido mais vazio da palavra. O NÃO pode ser o verdadeiro SIM de que necessitamos para compreendê-lo por inteiro. O SIM e o NÃO são complementos de um mesmo e verdadeiro aprendizado, o equilíbrio da harmonia, que mesmo difícil será sempre extremamente necessário. Parece triste, contudo, porém, mais triste que o NÃO é o SIM da conveniência e do comodismo. O SIM é lindo e o NÃO é forte. O ideal seria que ambos fossem um só, muito embora seja um o complemento do outro, mas quem vem primeiro?!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

FALANDO PARA ARTISTAS QUE NÃO SE RECONHECEM OU PARA PESSOAS QUE GOSTARIAM DE SÊ-LO, MAS NÃO SÃO!

Você trabalha, trabalha, trabalha e quando pára é logo cobrado (nada diferente de como era antes quando você só trabalhava, trabalhava, trabalhava...). Tua mulher te cobra, teu chefe te cobra, teu filho te cobra, a sociedade te cobra. Você não pode falhar, pior, você não pode parar com a produção. Na verdade, você não é admirado, você é apenas um escravo, até de si mesmo, transvestido de cidadão e contas à pagar; que pensa que tem poder, porque tem algum status e dinheiro, mas status não é o que você pensa. Status te dá “poder”, mas não é poder! Porque se você o perde, você não é mais nada! Então que poder você tem além do seu status?!
Quem te admirava (ou dizia), não te admira mais. Quem te amava (ou dizia), deixou de te amar em 2 segundos. As pessoas (no fundo) não têm orgulho de você, mas inveja e isso não é bom nem para quem sente nem para quem é alvo, se pudessem ocupariam, sem pestanejar, em 2 tempos, o teu lugar para te abandonar em seguida, pois quem inveja ou anseia o lugar do outro, na verdade não quer o outro. E saiba mais, saiba que a tua soberba é o outro lado desta mesma moeda, com a qual você compactua quando aceita tudo isto. Você não é diferente de ninguém, na verdade você está sozinho e você sabe bem, e ainda se entrega a isto à medida que luta por isto, sua sobrevivência! Por isso você precisa sempre estar à altura para render sempre alguma coisa para alguém e não relaxar nunca! Ou seja, você não é livre, você não é você e tudo isto é uma ilusão.


P.S - Você tem tudo na mão, mas hesita para tudo que sempre sonhou. Ignora que o nosso maior dever aqui na terra é salvar os nossos sonhos e que pecado maior e mortal é não concretizá-lo, principalmente quando se há condições e oportunidades eminentes para o que sempre foi esperado e agora covardemente você adia. Você está traindo a confiança de Deus, quando hesita na concretização de seus sonhos, quando condições lhes foram dadas para isto, tudo o que você pediu. Você está sendo leviano para com você mesmo, um fraco em relação ao outros que te são próximos. O exemplo que você passa seria o mesmo exemplo que você jamais seguiria e você sabe disso. De certa forma então, apesar de toda a sua luta e de todas as suas conquistas, você não passa de um covarde, isto é, isto tudo se você ainda for quem você sempre quis ser. Nada disso!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

GOTHAN CITY - Um super-herói!

O que é aquilo lá no céu ?!
Será um pássaro, será um avião ?!
Quem nos dera fosse o super-homem!
Que com seus super poderes
Pudesse nos defender e nos dar alguma esperança
Agora que o futuro é negro
Quem nos dera se aquele carro preto, blindado, tão temido e insuficiente da polícia
Fosse o poderoso Bat-móvel
E que na escuridão da noite fôssemos todos surpreendidos
Pelo tão famoso homem morcego, o Batman!
Que com sua capa preta pudesse nos proteger das balas perdidas
Mas o Batman é como o Papai Noel (muito embora neste muita gente ainda acredite!)
Já Gothan City... (será aqui?!)

À mercê dos bandidos!
A liga da justiça, diferente do bolo da vovó
Perdeu a liga - Não se encontra mais
Triste a nação que necessita de heróis!
Mas como precisamos!

Não só de heróis, mas de anjos também!
Para tantos demônios entre nós
Quem sabe um outro certo mascarado
Pudesse mesmo prender em sua poderosa teia
Os insetos malfeitores e perturbadores da paz
Chamem o Homem-Aranha!
Os X-Men! A mulher Maravilha! O Rambo!

Ó minha cidade maravilhosa
Perdoe-nos por tanta crueldade e estupidez
Todos sabemos que os heróis só vivem nos quadrinhos
E que bandidos deveriam estar mesmo eram enquadrados
Mas agora esta tudo misturado, embaralharam os lados
E ninguém sabe mais quem é quem
Se políticos são reconhecidos como bandidos
Se bandidos uniformizados vivem livres
E preso mesmo só o cidadão
(Qual será a solução?!)

Eu que moro na cidade do sol
Não na cidade do fogo
Agora torço
Para que a chuva venha logo
E que tão cedo não se vá
Quem sabe assim
Possa ela abrandar os ânimos...
E os desânimos
Que parece nunca cessar!

Agente apela para todos os Santos
Para os ídolos, para os esportes, clama por Deus...
Faz o que pode

Mas não pode!

Só mesmo um super-herói!