terça-feira, 28 de outubro de 2008

SEM GABEIRA "NEM" EIRA

Mas qual o político
Em sua sã consciência
Poderia querer
Ou pelo menos pensar
Em continuar com suas promessas e seus planos
Para a cidade
Depois da inesperada derrota
Pois qual político merecedor entre nós
Poderia regozijar-se da eventual desventura
E seguir em frente com o futuro firme em pauta
Cair com tal elegância e desprendimento
Sobre o solo sem amanhã
E mesmo assim ainda
Pintar um arco-íris
De decência e tanta boa vontade
Da qual não estamos acostumados
Seguir de toda forma com o bem
Que nessas horas
Tem uma face e depois outra
E qual o povo poderia desperdiçar tal alquimia e eloqüência
de poder?
Se há muito que convivemos amortizados
Pela deselegância e pela podridão
Dos gestos mais inclassificáveis possíveis
Em nome de um poder inglório sem ideologia alguma
Apenas almejado como instrumento de auto-promoção
Dentro de uma política que não é mais política
Dentro de algo que já não é mais coisa alguma
Qual deles ainda, mesmo na derrota
Poderia nos honrar com uma magnânima desenvoltura
Que só a um príncipe caberia ?!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AROMA E DESENCANTO

Por que nos tornamos duros demais?
Por que será que com o tempo
Os tormentos são mais freqüentes
E nossas responsabilidades não nos deixa descansar?
Por que não podemos conservar
O descontraído e afável sorriso
Da criança que um dia fomos?
O por que de tantos por quês ainda
Sem conforto ou sem respostas?
Por que perdemos o paladar doce da vida?
Por que não gostamos mais tanto de doces
E o amor perdeu um tanto o quanto do seu aroma e encanto?
Será que é porque vamos nos aproximando da morte
Destino de todos nós?
Será que o espírito sente um pouco o baque
do envelhecimento do corpo?
Por que nos custa tanto conservar
O espírito altivo e predominantemente alegre
Como poucos?
Será que já viu demais as mazelas da vida e do físico do corpo?
E sente mais que nós e mais que imaginamos?
Será que o nosso egoísmo e o egoísmo do mundo
Asfixia a essência da alma?
Será que somos nós
Os fungos desse mundo
Sem calma...?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

MAIS DO QUE NUNCA O MEU VOTO É DO GABEIRA!

“E eu começo achar normal que algum boçal jogue bombas na embaixada!”

É muito preocupante ganharmos um feriado, numa segunda-feira, depois de um domingo de eleição!!! Um feriado decretado pelo governador que apóia um dos candidatos, aliado, que por sua vez corre o risco de perder a eleição.
Mais uma vez, o povo pagará o pato, pois eis que já é ludibriado e usado, justamente onde é mais frágil, na sua ignorância política. Infelizmente, somos um povo que prefere a praia, a viagem, o futebol, do que a política. Esquecemos que é por conta da nossa omissão, que tanto sofremos de fato, com escolhas pífias de candidatos amparados pela máquina inimiga, que são tão bem assessorados na mídia, quanto bem articulados na voz, discursos ensaiados, que sempre, supostamente, têm todas as respostas na ponta da língua, para todos os problemas da cidade, que não sei como tal candidato, ainda não foi indicado para salvar o Brasil, tamanha a sua esperteza!!!
Já estamos tão calejados com esses tipos de políticos que o que nos sobra e o que nos é mais inteligente, será escolher o nosso candidato pelo seu passado, não pelo seu presente, cheio, repleto de promessas, quase sempre tão vazias de tanto que são eficientes na construção do futuro e a gente nunca aprende, tão sinceras promessas, tão sinceras quanto política! Urghhh...
Apelar para esse tipo de estratégia (usar o seu poder de governador para decretar um feriado bastardo em prol do seu candidato!) é prova irrefutável da vileza e do desespero daqueles que fazem uma força brutal para se mostrar digno e à altura do cargo que tanto almeja, babando pelo nosso voto. Que mais serão capazes de fazer contra o povo que diz está preparado para cuidar e amar?! O que essa gente é capaz de fazer para chegar ao poder!!! Dessa vez extrapolaram! Acorda meu povo!
Eles jogam sujo mesmo, toda vez, todo sempre e de novo!

Se dessa vez escolhermos o candidato pelo seu passado, pelo seu caráter e o que já conhecemos dele, e não pelas suas promessas (de sempre), espero que de nada adiante fazê-las agora ou posar de bom moço! Ninguém nos enganará de novo! Basta dizer, essa não é hora para prometer. E o que dizer dos outros candidatos que execravam este, e que agora o apóia descaradamente?! Ah, irão dizer, mas isto é política! Não concordo, isso para mim cheira a cinismo e mau caráter dos brabos! Vocês são tudo uma corja só! Não valem nada, nada mesmo, muito menos o meu voto!

PAIS & FILHOS


Muitos não percebem, mas as raízes que temos hoje, é fruto de pequenas coisas que a despeito da infância, não se dá o devido valor, os pequenos vacilos de valores que o tempo ao invés de apagar, cuida de fixar no inconsciente adolescente que cresce em silêncio e em segredo, no íntimo guardado mesmo de nós que o vivemos, uma semente que não sabemos ao certo o que é nem no que vai resultar.
Mais tarde, distúrbios de comportamento aflorarão, sem motivo aparente algum. Já será a personalidade do jovem que sofreu influências negativas no passado, agindo por si, sem que ninguém entenda ao certo de onde nem porque ele hoje desagrada as ansiosas expectativas dos pais. Tudo porque são as pequenas coisas que valem mais e nós não damos valor, porém e por isso mesmo, não se percebe na piada preconceituosa, racista e sem graça, contada com requintes de cinismo e leviandade, como se fosse a coisa mais normal do mundo, na frente da criança que custa a entender, mas que absorve fria e tranqüila, a hipocrisia do pai, que ri em histeria, achando tratar-se de uma mera piadinha inofensiva, na verdade uma brincadeira de mal gosto. Só que ele não sabe que a brincadeira de mal gosto também irá atingir ao seu próprio filho, uma criança, muito mais atenta que os pais pensam, que por sua vez, irá revidar a ação, em reações futuras e tristemente vazias, perigosas e precoces, levando consigo para o resto da vida, o mal exemplo colhido dentro de sua própria casa, pois se espelhando no pai, o seu incontestável herói, não poderá entender que mal há em tão inocente descontração.
Comentários maldosos e fora de contexto sobre este ou aquela pessoa pobre ou de cor, ou até mesmo branco ou rico, mas sempre inferior à sua discreta arrogância, ensinos equivocados sobre verdades e mentiras, honestidades e espertezas, colocaram em xeque o futuro do menino e dos homens.
Ninguém gosta de ver seus filhos sofrendo e muitas vezes, acabam pagando um preço muito alto pela má educação dispensada a eles, porque não souberam explicar ao próprio filho a diferença entre homens de bem e homens espertos, que há lágrimas de tristezas, mas também de alegria e que fazer o bem é a maior das virtudes, mesmo que por vezes não possamos levar vantagem pela ação; que há a derrota e as conquistas, que tudo ensina, que devemos aprender com o simples e com a humildade dos mais simples ao invés de sermos soberbos e pegarmos a vida do patrão como meta a ser atingida, a qualquer custo.
Mas ao contrário de tudo, são os próprios pais que avançam na contra mão da ansiedade e proliferam o ardil conceito sobre a vida degradada que hoje a sociedade vive, a despeito de conceitos e valores predeterminados. Ele não está preocupado em salvar nada, nem o sua própria cria, mas fazê-lo forte e destemido para o combate.
E o capitalismo, semente de todo o mal, regerá suas vidas inteiras, em detrimento ao que de fato nos eleva e amadurece. Se vangloriarão e agirão com toda a força, boa ou má, que têm, pela vitória do filho que massacrou o ‘amigo’ no colégio, no futebol, na vizinhança. Desta forma, assim, provável que não atente nunca para o desastre que cria.
Era para regozijarmo-nos de alguma forma e sermos gratos, com o aprendizado que ocasionais derrotas e a própria vida em si, nos proporciona, mas não, antes, abominamos imediatos e veementes tudo o que não nos envaidece, enaltece e ilusoriamente nos enriquecem.
Nossos descuidados e pobres espíritos é que fazem a festa!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O TEMPO DA ESPERANÇA MORTA !

Bate à sua porta o tempo da esperança morta!


Estamos vivendo tempos tão degradantes, que já passamos tarde da consciência de saber e por em prática, a abnegação da ajuda ao outro. Não tem mais efeito a consciência da abnegação aos mais necessitados. Estamos todos, de uma forma ou de outra, mais ou menos, a mesma condição. Chegou a hora de ajudar, ajudar, ajudar, incondicionalmente, ajudar tão somente...ajudar. não temos mais tempo ou esperança de ajeitar mais nada. O tempo da política malograda é o pior tempo de se viver, o tempo da esperança morta, onde os políticos que deveriam à princípio, estar preocupado com o povo, claramente luta por seus próprios interesses de sobrevivência e bem estar. Temos agora um tempo de sobrevida, cada qual vivendo por si e para si, mofados de tanto enfado de dores e decepções para com o seu semelhante. A compaixão está trôpega e triste, pior, não mais existe. Não há mais perdão nem caridade. O homem não acredita mais na vida, o homem não acredita mais no próprio homem.
O pobre coitado que pede nos sinais, não é mais um pobre coitado que esmola nos sinais, é um vagabundo. A dignidade, tanto de quem pede quanto a de quem dá, está perdida. A criança abandonada nas ruas, sem pai ou mãe, é apenas um pobre coitado. A mãe que dorme imunda na calçada não passa de uma desgraçada preguiçosa. No entanto, todos sabem, que as oportunidades não chegam para todos e que as injustiças é o prato do dia, de todos os dias. Tudo está pela hora da morte e por um fio, tanto o homem, quanto a vida e o próprio amor, o que se configura uma indecência humana.


A CRISE MUNDIAL DO CORAÇÃO DOS HOMENS


Só agora, depois da recessão econômica mundial, é que entendemos a crise em que estamos e nos preocupamos com o futuro, no entanto, uma crise muito maior e mais importante e que ninguém dá mais valor, já nos assola há tempos e por conta dela nos perdemos de nós mesmos e de Deus. Chamo a tenção para a crise humanista. Fomos todos envolvidos e ludibriados pela ascensão do homem a um poder que só o ilegítima como ser humano. No tempo do olho duro, do coração duro, do pão duro, do olho por olho e do dente por dente, quando o coração dói, sempre dá-se um jeito, mas quando dói no bolso...é o fim do mundo, um deus nos acuda!

Falavam da vinda de um anti-cristo para caracterizar por fim, o fim de todos os tempos, e que todos esquecem, mas acho bem, que o esquecimento já bem fazia parte desse script profético, mais ainda, acho também, que este já está entre nós...e atende pelo nome de mercado financeiro, vulgo, o “Dinheiro”! O que você faria por ele?! Você mataria por ele?! Você não consegue mais viver sem ele?! Você já dá mais valor a ele do que a um amigo?! Sinto avisá-lo, mas você já serve ao anti-cristo!

Se não você, quantos já não estão entregues sem saber!

(Que a piedade de Deus seja a ordem do dia!)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

GENTILEZA GERA GENTILEZA x VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA !

Definitivamente eu não entendo a cabeça de determinados torcedores. O que pode fazer alguém pensar que tem o poder de machucar o outro impunemente? Ou pior, o que vai na cabeça desses jovens amargos para eles estarem convencidos de que um mero torcedor do outro time, que não o seu, possa ser um inimigo em potencial, ao ponto de querer matá-lo?! É uma complexidade vazia demais para se compreender simplesmente. É preciso mais que simples discernimento, é preciso sangue frio!

Como pode uma simples opção de torcida poder me condenar à morte?! Como uma simples camiseta vai decretar que somos inimigos mortais?! Definitivamente, por mais que eu tente, não consigo entender. Jovens espancados covardemente por outros em gangs que se dizem torcedores de times rivais sob a bandeira da defesa da honra destes. Mas e daí?! Que mal há em torcer, seja lá para que time for? Você escolheu o time “X” e eu o time “Y”.

Pessoas de bem, torcedores comuns sendo envolvidos numa tramóia transvestida de torcida organizada que de organizada não tem nada! Jovens e pais de família sendo alvo, vítimas de um ódio quase generalizado, que só encontramos precedentes nos capítulos negros da história do ódio racial da época de Hittler. E não é mais satisfatório apenas bater ou apanhar, é preciso matar! A juventude tem sede de sangue! Mas que juventude é esta que sem ideologia alguma mata ou morre em nome de facções que não cabem nem nunca caberá no que nasceu para ser sadio e saudado e que damos o nome de esporte!

Como pode pessoas “saudáveis” se “organizar” em torno de um objetivo sangrento, que põe em risco, não só a vida de terceiros, como as suas próprias?! Ir ao estádio armado?!!!! Pra quê?! Não vejo sentido! Ficamos então, todos inseguros, com um medo contido até ninguém mais confiar em ninguém, e a discórdia e a desconfiança se instaurar e o perigo ser sempre iminente.
O por que dessa forma?! Isto é antes de tudo, uma burrice! Podemos ser veementes, pode-se até ser ‘truculento’ na forma de torcer, até aqui, muito embora exagerada, é a nossa torcida, o modo como cada um torce, desde que jamais e em hipótese alguma se encoste um dedo sequer no seu oponente, quero dizer, no outro torcedor, ser humano igual a você. É o direito do outro que é seu também e que deve ser preservado, mas isso é muito para cabeças tão ocas quanto a de desses seres infelizes!
Que tipo de ódio (como se houvesse categoria para a maldade) sente o covarde que junto com outros, espanca uma minoria ou um outro qualquer sozinho que se defende em vão de cinco ou seis ou mais, que faz continuar o ato bárbaro, execrável, criminoso e desumano até a morte sem que a ânsia animalesca possa cessar.

Isto não é torcer; vocês não são torcedores. Isto é comportamento de maus elementos, de assassinos de gangues. Não tem nada a ver este tipo de comportamento execrável com o que vocês pensam ser honra ou defesa das cores do clube que vocês dizem que amam. Aliás, o clube não tem nada a ver com isso, muito menos o amor!

Então, na verdade, vocês agem sozinhos porque vocês são sozinhos num bando que não merecia sequer existir!